Prêmio FNAC publica autor de Histórias em Quadrinhos

A livraria FNAC criou um importante incentivo para os quadrinhos nacionais. Acaba de ser lançada a primeira edição do Prêmio Fnac Novos Talentos, desta vez voltada para as HQs. Ela conta com apoio de duas das maiores editoras de quadrinhos do país: Devir e Pixel Media.

As inscrições são gratuitas e vão até 30 de agosto, pelo endereço www.fnac.com.br/premiofnacnovostalentos , que também traz o edital com as regras. Serão premiados tanto os melhores autores, quanto as instituições de ensino às quais estiverem ligados.

O resumo da história:

O objetivo do prêmio será premiar anualmente um criador que se destaque pela originalidade. Isso também vale nesta edição, ou seja, só serão aceitos trabalhos individuais. A busca será por um artista completo, não apenas desenhista, ou roteirista, ou colorista. É fato (chequei, por via das dúvidas, com a assessoria de imprensa).

Esta edição é destinada a estudantes de artes gráficas ou visuais, desenho, design, Histórias em Quadrinho, ilustração e literatura (tanto em cursos de nível médio quanto superior, ou mesmo curso livre). Precisam ter ao menos 16 anos (completados na data da inscrição), serem brasileiros – natos ou naturalizados – ou estrangeiros com residência fixa no Brasil há mais de dois anos. Obviamente não podem participar funcionários e pessoas ligadas às empresas envolvidas (vide detalhes no edital).

Preencheu os pré-requisitos? Perfeito! Então se liga que você só tem uma chance para inscrever uma única vez, uma única página de história em quadrinhos inédita, formato A4, digitalizada, seguindo o tema: "Infinita Diversidade em Infinitas Combinações".

Segundo o edital o tema é uma homenagem à série Jornada nas Estrelas, sendo a base da filosofia vulcana, que resume o compromisso com a diversidade e a igualdade. O tema pode ser explorado de diversas maneiras. Como o foco é a criatividade, é melhor que seja fora do universo de Star Trek (esta dica está até no edital).

Uma comissão julgadora selecionará 20 trabalhos que serão submetidos à votação popular em setembro. Sairão dali dez finalistas: os oito mais votados e outros dois selecionados entre os menos votados. Estes dez trabalhos serão finalmente avaliados pelo júri, composto pelo cartunista Angeli, o pintor e cartunista Zélio e pela cantora Fernanda Takai (vocalista da banda Pato Fu). Dali sairão os vencedores.

A PREMIAÇÃO

O melhor vem agora: os três primeiros colocados serão convidados a produzir HQs que serão publicadas! Os vencedores ainda serão apadrinhados pelos gêmeos quadrinistas, Fábio Moon e Gabriel Bá, que oferecerão um breve estágio para que acompanhem sua produção, além de participarem da comissão julgadora inicial.

Veja a lista dos prêmios:

1° Lugar:

  • Publicação de um livro de histórias em quadrinhos pela Editora Devir;
  • Prêmio em dinheiro no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais)
  • 1 Computador; 1 Monitor 19"LCD, 1 (uma) Tablet; 1 Scanner; 1 Impressora; softwares licenciados;
  • 1 troféu.
  • A instituição de ensino em que o primeiro colocado estiver matriculado ganhará 100 (cem) títulos referentes à HQ para compor sua biblioteca e, também, um computador com monitor.

2° Luga

  • Publicação de uma história em quadrinhos na Revista Pixel (Editora Pixel);
  • Prêmio em dinheiro no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais);
  • 1 Computador; 1 Monitor 19"LCD, 1 (uma) Tablet; 1 Scanner; 1 Impressora; softwares licenciados;
  • 1 troféu.

3° Lugar

  • Publicação de uma história em quadrinhos na Revista Pixel (Editora Pixel), em conjunto com outras obras;
  • Prêmio em dinheiro no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais);
  • softwares licenciados;
  • 1 troféu.

O balanço que se faz

A idéia é ótima, os prêmios também. Mas veja só: dá sim pra analisar o talento de um profissional em uma página de HQ. Porém, se avalia a capacidade dele produzir, não sua velocidade (ainda mais tendo quase dois meses pra criar). Como avaliar que ele segura o tranco de produzir um livro de quadrinhos em 8 meses? Bom, o prêmio não prevê o número de páginas do livro, então há essa preocupação entre os editores...

Outra: um livro de HQ pela Devir vale necessariamente mais que uma história publicada na revista Pixel? Acho que tudo dependeria do que estivesse no contrato (pois tudo é “a definir”, inclusive a tiragem, distribuição e royalties). Sendo assim, acho que primeiro lugar deveria poder escolher qual modalidade de publicação interessaria mais, de acordo com o contrato e seu interesse.

E você, o que acha? Mande seu comentário!

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